8 de fevereiro de 2005

Carnaval

Nunca liguei muito ao Carnaval. Só quando era miúda; gostava de me mascarar, embora no meu tempo fosse um bocado diferente, não havia tanta variedade de disfarces e por isso também não havia cá esquisitices. Mascarei-me de várias coisas: D'Artagnan, Saloia, Cigana, Cantora Rock, Columbina (a namorada do Pierrot. Eu odiava o tipo, achava aquela coisa da lágrima e dos pompons uma lamechice.Bah. Mas hey, o vestido era lindo e tinha sido da minha prima, que era como que uma irmã mais velha para mim - era hábito as coisas irem passando de irmão para irmão, coitados dos mais novos não tinham voto na matéria Lol).
Nas manhãs do dia da festa da escola, lembro-me da minha mente ser assaltada por uma dúvida, que me deixava congelada e em pânico, enquanto esperava pela carrinha: "Será que eu me enganei no dia?Será que é hoje a festa??E se eu for a única mascarada??". Depois começava a prestar atenção e via que os miúdos da minha rua também circulavam trajados. Lá ficava mais descansada.
Agora que estou crescida, raramente me mascaro. Mas acho sempre muita graça aos putos e às manias carnavalescas que eles arranjam. A minha prima Joana (4 anos), tem andado mascarada de Estrela. Mas não é uma estrela qualquer. "Eu sou a Estrela da Confiança", explica ela. Porque faz toda a diferença, e essas coisas têm que ser levadas muito a sério!

3 comentários:

  1. No Meu Tempo ( ou, As três palavras mágicas )

    No meu tempo o kilo de Arroz Carolino Extra Longo Saludães Arroz Carolino Extra Longo Saludães vendia-se a 0,84 centimos =P
    Bah, "no meu tempo" não é uma expressão que te fique bem Nokas. Vê-se pela quantidade de cenas diferentes a que te mascaráste (no teu tempo) que não havia própriamente falta de opções =) Não sejas saudosista assim sem mais nem menos, o teu tempo é aquele em que vives.

    Beijo à autora( ou autriz como um amigo diria - ele é do contra )

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  2. Pois é as coisas mudam e parece que o carnaval, já n tem o mesmo brilho... tal como tu quando era mais pequena tb me mascarei de mil e uma coisas... e gostava de me transformar em algo que n era... hoje acho mais piada, mas já me deixei disso... Para os míudos é sempre bom deixar esta altura do ano para viverem as suas fantasias...
    Espero que tenhas um bom dia
    Jokas
    Ana

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  3. esse Pierrot nunca me enganou, tem um je ne se quois de Calimero, esse grande frustrado (quem via os desenhos animados sabe do que falo) cujo o único feito na sua vida foi o de ter sido imortalizado numa música sobre a abelha maia. Ora bem, quem pense um pouco percebe que o feito de que ele é gabado é uma fraúde. A abelha Maia é uma abelha. As abelhas têm um ferrão. O ferrão das abelhas é no cu. O ferrão é um apêndice protuberante. Então as abelhas têm um apêndice protuberante no cu. Deixo ao leitor as conclusões finais, lembrando que o Calimero era uma personagem infeliz, azarada, mal-amada, a quem tudo corria pelo pior.

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