10 de novembro de 2008

instantâneos- Roma

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Vaticano

Tu es Petrus et super hanc petram aedificabo ecclesiam meam
Cúpula S.Pedro  Vaticano
Cúpula Basílica S.Pedro

vista do Gianicolo
Passeio pelo Gianicolo

instantâneos - Veneza

veneza
Veneza
veneza
Vista do Campanário I
veneza
Vista do Campanário II
veneza
Vista do Campanário III

instantâneos - Veneza

A mais linda ponte de Budapeste.
chain bridge budapeste
Chain Bridge
Numa viagem em socorro do povo com a fé ameaçada, São Geraldo (bispo e primeiro mártir da Hungria) foi preso e apedrejado até à morte pelos inimigos da fé, em 24 de Setembro de 1046.
(Não bastando isso, o coitado foi enfiado num barril e atirado pelo monte abaixo).
budapeste
Ficámos morbidamente fascinados pela história de São Geraldo.

6 de novembro de 2008

instantâneos - Budapeste

paprika
Mercado
onde esta wally?
Onde está Wally?
budapeste
Gosto desta!
budapeste
Budapeste

instantâneos - Viena

shonbrunn
O Palácio Shonbrunn.

5 de novembro de 2008

Surf Portugal website‏

Capa da edição nº190 da SURFPortugal
Capa da edição nº190 da SURFPortugal
A Bíblia do Surf está online há já um mês. Não sabiam? Vão ver!

instantâneos || Salzburgo

mirabell gardens
Mirabell Gardens - Onde foi filmada a cena da canção Do Re Mi, do filme The Sound of Music
Queríamos muito ir visitar o sítio onde no filme a família Von Trapp actua durante o Festival e depois foge. Estava fechado e ficámos muito tristes. Seguimos caminho, um bocado desiludidos, até que sem querer, demos a volta ao edifício. Encontrámos uma entrada de serviço aberta. Não havia ninguém por perto. Entrámos. Veio logo um rapaz, o vigilante, a chamar "psst psst" freneticamente. Fingi que não ouvi nada e só à porta é que olhei para trás.
"Vocês não podem estar aqui, o edifício está fechado por causa do festival!"
"Oh, peço desculpa! Não sabia!Mas...nós queríamos tanto tirar uma fotografia!..." (disse isto a fazer olhos de bambi)
"Hmmm Bom, está bem. Uma fotografia. Depressa! Se alguém vos apanha aqui!..."
"Oh, muito obrigada!!!"
Tirámos umas com o meu irmão a sorrir, vitorioso. Mas deixo-vos esta:
salzburgo
Festspielhäuser – Salzburg Festival Halls

4 de novembro de 2008

Instantâneos || Praga

8)
8) Tirada na Old Town Square, Praga.

3 de novembro de 2008

instantâneos || Praga

casamento  Praga
Casamento - Igreja S. Nicolau
garrafas  praga
Garrafas
praga
Ponte Cech
just like the music!
Ponte Cech "Just like the music!"
praga
Ponte Legions

2 de novembro de 2008

Inferno

Disse a mim mesma que o ano 2008 seria o ano da mudança. E realmente tem sido. Uma das coisas em que decidi investir mais foi em programas culturais.
Há umas semanas comprei bilhetes para a temporada da CNB - Companhia Nacional de Bailado. Nesta sexta fui ver o Inferno, da Olga Roriz. Bem. Se algum dia estiverem a considerar a hipótese de ver este bailado, DESISTAM! Odiei. Foi a maior *%&#$%* que eu vi na minha vida. Nem tive coragem para aplaudir. Nunca tal me tinha acontecido antes.
inferno  olga roriz
Retirado de www.olgaroriz.com

31 de outubro de 2008

Conselhos Úteis || Interrail

O objectivo da nossa viagem prendia-se com ficar a conhecer os sítios, saber o que lá existe para depois, num passeio já mais descontraído, aprofundar os conhecimentos de cada cidade.
Avaliando a experiência já a uma certa distância temporal, vejo que a aproveitámos bem, mas também cometemos alguns erros. Ficam aqui certos conselhos:
-Não trocar dinheiro nas casas de câmbio, pois fica muito mais caro. Em vez disso, levantar directamente do multibanco/ATM.
-Levar sapatos MESMO confortáveis. Anda-se sempre mais do que se está à espera.
-Aproveitar os guias da cidade/ mapas gratuitos, disponíveis nos pontos de turismo de cada cidade.
-Comprar bilhetes/passes de transportes colectivos adequados à duração da estadia. Poupa-se muito dinheiro, sobretudo se derem para o metro e autocarro.
-Verificar a validade dos bilhetes/passes, para não apanhar multa.
-Nas cidades com mais afluência turística,reservar lugar no hostel com antecedência. Os que têm melhor relação preço/qualidade são os primeiros a lotar, sobrando só os mais caros.
-Levar molas da roupa e uma cordinha. Dá muito jeito.
- Sempre que se chega a uma cidade, ainda na estação de comboios, estudar os horários de partida para a próxima cidade. Poupa-se imenso tempo.
-Levar Toalhitas de bebé. Não é preciso explicar, pois não?
-Nos compartimentos dos comboios (aqueles cujas cadeiras se transformam em camas), se se quiser dormir descansado sem ninguém a chatear,dormir de cara tapada e fechar a porta do compartimento. Usei muito esta técnica ahaha
-Levar um caderno e fazer um diário de viagem. Podem incluir-se os bilhetes, fotografias, comentários das pessoas com quem se travou conhecimento...
-Ler blogs de outros interrailers e comparar as experiências.

17 de Agosto - Paris-Lisboa (último dia)

Neste dia, acordámos cedo e antes das 9 da manhã já estávamos à porta do hostel. Como havia obras no metro, tínhamos reservado transporte directo do albergue até ao Aeroporto (CDG), para garantir que chegávamos a tempo.
À hora marcada, veio buscar-nos um senhor com uma carrinha de 9 lugares. Era muito simpático. Pelo caminho, parou noutro hotel, onde entraram mais passageiros.
Chegámos ao CDG ainda com tempo para comer e descansar.
O voo atrasou um bocadinho, mas a viagem correu bem. Chegámos a Lisboa à hora do almoço.
O melhor:
-Todos os passeios que demos,lugares que visitámos e as pessoas que conhecemos
-Versailles, domínio da Maria Antonieta
-O dia na Disney e a visita ao Museu d'Orsay
-Tratar de tudo no Hostel : bilhete para a Disney, transporte para o aeroporto
O pior:
-O duche com temporizador
-A comida enlatada do mini-mercado do turco, perto do nosso hostel.

16 de Agosto - Paris penúltimo dia

No penúltimo dia desta aventura, reservámos a manhã para ver o Museu d’Orsay. Como não tínhamos muito tempo, optámos por deixar o Louvre para uma próxima visita. Gostámos muito de ver as obras dos impressionistas e uma exposição de fotografia que lá estava.
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Museu d' Orsay
De seguida fomos passear até Monmartre.
sacre coeur
Sacre Coeur
No regresso, comi um crepe com chocolate, que me soube muito bem :)

29 de outubro de 2008

15 de Agosto - Versailles

De manhã passeámos pela cidade, fomos ao Parc de la Villette e almoçámos no Mac mais próximo de lá. Depois eu queria ir visitar a livraria Shakespeare & Co, (http://www.shakespeareco.org/) situada na Rue de la Bucherie, nº 37. Tudo por causa do filme Before Sunset, do qual sou mega fã. (Sou uma daquelas pessoas que viram em 94 o Before Sunrise e depois ficaram à espera da sequela durante 9 longoooos anos). Foi um pouco difícil dar com o sítio (por causa do cansaço, talvez?) mas na verdade, fica mesmo perto da Notre Damme, literalmente no centro de Paris. (Km Zero) Fiquei muito contente, já em Viena tinha procurado visitar certos sítios onde o Before Sunrise tinha sido filmado. (E em Salzburgo, tínhamos visitado as locations do The Sound of Music)
Infelizmente, não pude ir ao Le Pure Café, pois não tínhamos muito tempo. Por causa das obras do Metro (havia um troço qualquer em obras) apanhámos um autocarro até à estação de partida do RER para irmos para Versailles.
Versailles… Um sonho.
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Estátuas junto a uma fonte
Mais uma vez, a par da importância histórica do monumento (Tratado de Versailles), um dos grandes motivos pelo qual tinha muita curiosidade em visitá-lo foi o facto de ter gostado muito do filme Marie Antoinette e da maneira como a Sofia C. captou a luz e toda a envolvência do Palácio e suas dependências.
À semelhança do que tinha acontecido no palácio Schonbrunn em Viena, o bilhete dava direito a visitar tudo, era válido para o dia todo e tinha um Audioguide em inglês incluído (com headphones), que nos facilitou bastante a visita.
A ópera estava fechada, por causa das obras de restauro. Tivemos pena de não poder visitá-la, mas julgo que irei voltar mais vezes a Paris e nessa altura poderei regressar a Versailles.
Gostei muitíssimo deste dia, o meu irmão também.
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Esta sou eu!
Ficámos até ao por do sol, sentados nas escadas junto à parte de trás do Palácio. Os últimos visitantes (cerca de 15) e alguns funcionários também estavam connosco, todos a contemplar aquele espectáculo.
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Sunset Versailles

No dia anterior o australiano giro tinha ido embora e o lugar dele foi ocupado por uma rapariga muitíssimo simpática, a Robyn, também australiana. Tínhamos gostado tanto dela, que combinámos sair com ela.
À noite, fomos passear com a Robyn. Passeámos em Pigalle, para ver o Moulin Rouge por fora. Fartámo-nos de rir com as fotos à porta das boites, eram todas mega pirosas dos anos 80.
Tirámos fotografias à Torre, que estava iluminada com luzes azuis, por causa da Presidência da UE e no início de cada hora, durante dez minutos, milhões de luzinhas acendiam e apagavam, fazendo com que a Torre parecesse uma árvore de Natal gigante. Um gasto de energia, mas… uma experiência que valeu a pena presenciar :)
Torre E. (noite)
A Torre Eiffel, toda iluminada

Voltámos para o Hostel e continuámos a falar um bom bocado até adormecermos.
Como o Hostel tinha recolher às 2h, quem quisesse sair, tinha de dormir fora do albergue, pois a partir desta hora, a porta fechava e só abria de manhã.
Nesta noite, o rapaz que estava no beliche da Robyn, dormiu noutro quarto, pois fizeram lá uma festa. Ele era brasileiro e chamava-se Marcos. Muito simpático também. Entusiasta de Monmartre, não se calava para irmos lá. Decidimos ir no dia seguinte, 16/Agosto.

28 de outubro de 2008

14 de Agosto - Paris

Depois de uma boa noite de sono, este dia foi para passearmos por toda a Cidade.
Passámos a manhã nas bichas para subir à Torre Eiffel. Decidimos subir a pé até ao segundo andar e só aí apanhar o elevador até ao cimo. Tive de me chatear duas vezes com pessoas que estavam a querer passar à nossa frente. “Ouça lá, desculpe. O que está aqui a fazer? O fim da bicha é naquela direcção.” Primeiro com umas tipas lá em baixo, e depois com um casal de italianos no segundo patamar. Os italianos ainda se fingiram de parvos, mas depois eu piquei os espanhóis que estavam à nossa frente, e eles fizeram todo o trabalho de os expulsar da bicha. Ahaha
Demorámos uma manhã inteira a chegar lá, mas quando se vê a vista… o Mundo pára.
Torre E.
A Torre Eiffel
paris2
Paris
paris1
Paris
Fiquei rendida e quero muito voltar a Paris!

13 de Agosto - A saída com o australiano

Chegámos ao Hostel e nada de australiano. "Raios, esqueceu-se". "Mas também... já é quase meia noite".
Olhei para o meu saco-cama e tinha lá um bilhete dele a explicar que tinha ido ter com um amigo e que ficava à espera que nós o contactássemos. "text message only". Tentámos e nada. Erro na ligação. "Olha, paciência. Fica para a próxima".
Como ainda não tínhamos jantado, fomos comprar alguma coisa. Entretanto e sem saber porquê, perdemo-nos e ainda andámos às voltas um bom bocado.
Quando chegámos, fomos logo para a cama. Escrevi um bilhete para o australiano e depois apagámos a luz. Passados 10 minutos, ele chega. "Ai meu Deus, que situação, não estou a dormir, vai pensar que estive à espera dele. Vou fingir que estou a dormir e pronto."
Ele nem sequer acendeu a luz. Preparou as coisas e meteu-se na cama. E eu acordadíssima.
O pior foi quando me começou a dar aquela vontade líquida de ir à casa de banho, mas não queria levantar-me, pois ele ainda estava acordado e eu tinha imensa vergonha de falar com ele... E ele era giro-giro-giro.
Mas chegou a uma altura que já não aguentei mais. Tive mesmo de ir lá. E mal me levantei da cama, ele começou logo a bichanar "Olá, tudo bem? Não apareceram! Li o teu bilhete quando cheguei há bocadinho!!"
Ele no "blablabla" e eu ali toda aflitinha. "Ah ah que engraçado. Pois. Olha, eu tenho de ir lá fora, mas se quiseres podemos falar mais um pouco. Não pode é ser aqui, pois está toda a gente a DORMIR!"
E depois ele foi ter comigo ao corredor e conversámos baixinho imenso tempo e ficámos todos apaixonadinhos um pelo outro. ahahahah. E acabou.

13 de Agosto - Disneyland Paris (DP)

Este dia ficou reservado para circular livremente na Disneyland Paris sem pensar nas horas.
Apanhámos o RER, um comboio suburbano que em 30 minutos nos pôs no nosso destino.
O que dizer sobre este dia?
Em primeiro lugar, foi bom termos reservado bilhete logo no hostel, porque foi só chegar e levantar o bilhete, numa caixa com menos pessoas na bicha. Se tiverem essa oportunidade, aproveitem, pois em agosto a afluência é muita e é uma chatice ficar à espera por causa do bilhete.
Embora o consideremos um luxo, o passeio até à DP é um programa muito giro para se fazer em família. Eu adorei ter ido com o meu irmão. Claro que as primeiras duas horas foram passadas a alternar exclamações "Oh! Olha para ali, que giro!!!" com reclamações "porque é que os pais nunca nos trouxeram cá quando eramos miudos?!" É que eles já lá tinham ido em 1992. Sozinhos.
Não vimos tudo, mas andámos em todas as montanhas russas e vimos o musical do Rei Leão. Andámos no barco do Mississipi, fomos à Casa Assombrada, e outros sítios mais.
Visitámos todas as atracções que tinhamos escolhido. Adorei este dia!
piratas das caraibas
Piratas das Caraíbas.Somos os dois morenaços da frente :)

12 de Agosto - Paris (tarde e noite)

À tarde, passeámos muito, fomos até aos Champs Elysées, vimos a Ópera de Garnier, o arco de La Defense e todas as zonas adjacentes.
Quando chegámos ao nosso quarto, estávamos bastante cansadinhos. Entrámos pé ante pé, estava tudo às escuras, mas depressa percebemos que já lá estava alguém.
O meu irmão ía à frente, falou logo com a pessoa, eu cheguei depois, já a luz estava acesa. Dei de caras com um rapaz louro de tronco nu deitado na cama do beliche ocupado. Ele era a pessoa que eu julgava ser a rapariga, por causa dos champôs e cremes para o cabelo. O rapaz da cama de cima não era conhecido dele.Ainda não tinha chegado.
O louraço era muito simpático, chamava-se James e era australiano. Ao princípio nem prestei atenção ao que ele estava a dizer, a noite até estava fria mas eu fiquei cheia de calor. ahahahah Ele era MESMO giro!!!
Falámos um grande bocado e depois ele disse para sairmos todos no dia seguinte à noite. Nós dissemos que íamos à Disneyland Paris, mas que dava para sairmos.
Apagámos a luz e dormimos.

12 de Agosto - Paris

Chegada a Paris às 9h da manhã. Tínhamos dormido muito bem, mas a verdade é que estávamos muito cansados. A primeira coisa que fizemos em Paris foi tirar a Carte Orange, um passe válido durante uma semana (do género cartão 7 colinas em Lisboa). Claro que, para isso, tive de ir tirar fotografias naquelas maquinetas com a cortininha, na estação.
O passe custou cerca de 11 euros e foi o melhor que podíamos ter feito, pois andámos imenso de transportes.
Chegámos ao Aloha Hostel, que ficava perto da estação de Metro Volontaires.
metro paris
Volontaires - Linha Verde
Tínhamos convencido a nossa mãe a reservar duas camas pela Net, porque depois da experiência em Viena tínhamos ficado um bocado escaldados com isso de “quando chegarmos logo se arranja alojamento.” Aventura, mas com riscos calculados!
O hostel era um prédio que ficava num bairro residencial, muito calmo e cheio de mercearias e lojinhas. A dona era sul-americana e era toda modernaça. A filha também era simpática e trabalhava lá.
Fizemos logo o check-in, pagámos mas só se podia subir para os quartos a partir das 17h. Ok. Eram 11h da manhã. Decidimos deixar as tralhas no quarto da bagagem (nem se conseguia entrar lá dentro, havia mochilas até à porta) e fomos fazer o reconhecimento do terreno. Ficámos num sítio espectacular, pois da estação de metro via-se a Torre Eiffel!!!
Nesse primeiro passeio não tirámos fotografias, pois as nossas caras estavam horrendas. Precisávamos de um banho e roupa lavada. Ainda resistimos umas horas na rua, mas depois regressámos à base. Ficámos a fazer tempo na recepção e a menina que lá estava deve ter tido pena de nós, pois deixou-nos subir muito mais cedo do que a hora regulamentar.
O nosso quarto ficava no terceiro e último piso. Havia 7 quartos nesse piso e um duche. (ai o duche - já aqui volto).
O nosso quarto tinha dois beliches, um dos quais já estava ocupado. Ao lado, um pequeno espelho e lavatório, para lavar os dentes. O meu irmão ficou com a cama de cima e eu com a que sobrou, a de baixo.

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O nosso beliche!!!


No outro beliche devia estar um casal. Serão namorados? Hum… O de cima é o rapaz. Cama desarrumada, toalha molhada em cima dos lençóis. Homem, de certeza. O de baixo deve ser o quê? A irmã? Deus queira que eles não sejam como os do hostel de Salzburgo (aqueles irmãos ingleses enjoados que não falavam com ninguém). Se calhar é a namorada. Só havia produtos para o cabelo. Vamos ver o que sai daqui… Resta esperar até que eles cheguem.
Tomámos banho no duche. Um cubículo sem janelas, em que o chuveiro era o cano da água e depois tinha um botãozinho (temporizador). Ok, já passámos por pior, vamos a isto. O temporizador estava marcado para 20 segundos. Os 40 segundos iniciais serviam p aquecer a água, para conseguirmos entrar no banho. Depois o resto era fácil. Carregar no botão de 20 em 20 segundos até acabar a higiene pessoal. Sempre com as havaianas calçadas, claro.
Depois de lavadinhos e perfumados, fomos passear.

11 de Agosto - Roma (Milão) Paris

Neste dia ficámos a descansar no hostel, ainda conseguimos despedir-nos do rapaz da recepção, que tinha sido impecável connosco. Quando chegou a altura, pusemos as malas às costas, apanhámos o Metro (o Hostel ficava mesmo ao lado da estação Bologna – linha Azul) em direcção a Termini.
metro roma
Mapa do Metro de Roma
Apanhámos um comboio em direcção a Milão. Chegámos lá à noite. Como o comboio para Paris partia passado uma hora, às 23h30, não pudemos passear em Milão.
Havia muitos imigrantes na estação, houve um marroquino entradote que meteu conversa connosco e ainda deu para nos distrairmos enquanto estávamos à espera.
Quando chegou a hora do embarque, eu e o meu irmão fomos a correr para o nosso vagão, para apanharmos os melhores lugares. Chegámos ao nosso compartimento e surpresa das surpresas: era m-i-n-ú-s-c-u-l-o! Entretanto, tinham chegado também os nossos companheiros de viagem, um francês lingrinhas da minha idade (entre os 25 e 30 anos) duas mulheres africanas e uma miudinha, que era neta de uma delas. Uma dúvida pairava nas nossas cabeças: onde estão as camas para esta gente toda? O francês, Christophe, era todo despachado e, lá montou as camas que faltavam, que eram os encostos de cabeça de quem ía sentado.
Ficámos então com uma espécie de wagon-lit que mais parecia um jazigo com beliches de três andares.

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O nosso vagão era igual a este. Saquei esta fotografia do site http://embudapeste.livejournal.com

Depois de chegarmos a um consenso em relação a quem ía ficar com as camas de cima e por aí fora, começamos a viagem ainda meio calados. Eu e o meu irmão nas camas de cima, o francês e uma das mulheres no meio e a outra mulher e a neta em baixo.

Mas depois as duas mulheres, que eram dos Camarões começaram a conversar e rapidamente ficámos todos a ouvir a conversa até que às tantas já estava tudo à gargalhada e a conversar alegremente. A mais divertida chamava-se Marcelle e estava de regresso a casa, nos arredores de Paris. Tinha ido a Nápoles e tinha feito “muitas compras, verdadeiras pechinchas, sapatos a um euro, queres ver?”, dizia ela para a amiga. E nós, francês lingrinhas incluído, com a cabeça de fora da cama a ouvir tudo, curiosos. “Não acreditas? Eu mostro-te!”, e pediu-me para eu lhe dar o saco cheio de tralha que estava aos meus pés. “Olha estes! Um euro!” e tudo de boca aberta a ouvir as histórias da Marcelle. Depois rendemo-nos ao cansaço e adormecemos profundamente. Só acordámos de manhã, já quase em Paris. Foi uma das melhores noites de sono deste interrail, acho que os solavancos do comboio me embalaram e não acordei uma única vez durante a noite. Foi maravilhoso.


20 de outubro de 2008

10 e 11 de Agosto - Roma

Amo Roma, a vida é bela em Roma, tudo é lindo em Roma!
...tudo, menos a multa que levámos por termos sido apanhados com bilhetes de autocarro fora de validade no autocarro para o Vaticano.
Tínhamos comprado na noite anterior aqueles bilhetes tipo cartão 7 colinas, válidos por 24 horas. O que nós não sabíamos é que as 24 horas se referiam a uma "jornada", ou seja, válido apenas durante o dia da compra. Não reparámos. Estávamos cansados, não lemos as letras minúsculas do bilhete, sei lá.
Quando já perto da paragem de destino a revisora nos pediu os bilhetes, não imaginávamos que íamos ser multados. Nem sequer desconfiávamos que o bilhete não estava válido. Fiquei furiosa. Havia mais pessoas nas mesmas condições que nós, turistas despistados.
Tudo para fora do autocarro. Lá lhe explicámos a situação, mostrámos bilhetes antigos: "Não foi de propósito!!", dissemos. Ela não quis saber. Respondeu que era a Lei e que agora estávamos em Itália, que não estávamos no nosso país. Maltratou-nos e a situação era tão estúpida que nos enervou completamente. "Quanto é a multa?"; "50 euros"; "O QUÊ???" "50 euros cada um, se faz favor". Bem. Ía-me dando uma coisa. Num interrail, 50 euros fazem muita falta. Reclamámos, barafustámos. Não servia de nada. Comecei a chorar. Resultou. "Okay, 25 euros a cada um." Bem, não nos safámos da multa, mas ao menos não fomos tão depenados.
Ficámos tão irritados que nesse dia já não fomos ao Museu do Vaticano. Andámos muito a pé e visitámos a cidade toda. Fiquei aborrecida por causa da revisora e por causa do calor, mas decidi que nenhum desses factores me iriam influenciar a estadia.
No dia seguinte seguimos viagem para Paris. O facto do hostel estar perto da Estação Termini ajudou imenso, pois com aquele calor, a tarefa de carregar às costas as mochilas não era fácil.
-Em Roma comprei uns ténis baratos e confortáveis pois já não aguentava as dores de pés.
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A maior parte das fotografias tem as nossas caras! Sobraram poucas só com a "paisagem".
O melhor:
Os ténis que comprei
Passear pela rua e encontrar sempre coisas bonitas para ver (já conhecia Roma)
O pior:
A multa e o calor

17 de outubro de 2008

8 de Agosto – Roma

Chegámos a Roma ao fim da tarde, já quase na hora de jantar. Demorámos imenso tempo a procurar o porto de turismo na Estação Ferroviária. Isto porque ninguém nos sabia indicar correctamente onde ficava o guichet, cada pessoa dizia o contrário do que a outra tinha dito anteriormente.
Lá descobrimos um Hostel na lista de pousadas da juventude que a menina do Guichet nos passou para as mãos, ligámos a reservar (não fosse alguém antecipar-se a nós) e apanhámos o Metro. O Metro de Roma é o degredo total. Parece as estações da linha Verde que ainda não foram recuperadas, mas elevadas à quinta potência. Cheira mal, pessoas feias, tudo podre, confuso, labiríntico e sem acessos para os deficientes. Pergunto-me a mim própria como não reparei nisso há uns anos, quando lá fui visitar as minhas amigas em Erasmus.
Chegámos ao Hostel e o rapaz que nos atendeu foi um porreiro, disse que ía fazer os possíveis para encher os outros quartos e que nos ía deixar aquele quarto sem ninguém. Acho que ele tinha um fraquinho por mim, porque na última noite em Roma, convidou-me para sair AHAHAH. Cumpriu o prometido e não tivemos ninguém a partilhar o quarto connosco durante a estadia inteira.
Nessa noite, mostrei Roma ao meu irmão.
Roma _ panteao
Panteão (fotografia tremida. Não tirámos mais!)
Estava um calorão, típico das noites de Agosto, como há muito não se vêem em Portugal.

15 de outubro de 2008

8 de Agosto – Veneza

A viagem para Veneza foi um bocado atribulada. Não havia compartimentos no comboio, o ar condicionado estava regulado para a temperatura mínima, a comida do bar acabou a meio da viagem e havia um passageiro que fumava de meia em meia hora (contada pelo relógio).
Fizemos várias paragens até chegarmos a Veneza. Como se pode ver no mapa, seguimos por Siofok, Dobova, Ljubljana, Villa Opicina até chegarmos a Veneza.

Escusado será dizer que em cada fronteira, entravam os revisores e os guardas, para verificarem os documentos dos passageiros. Abriam também os tectos falsos dos vagões, talvez para apanhar alguma situação de emigração ilegal.

BDPT - VNZ
Retirado do site http://www.interrailnet.com

Na verdade, a paragem em Veneza foi só para cortar a viagem até Roma. Mas já que ali estávamos, aproveitámos para rever os sítios já nossos conhecidos (em viagens anteriores).
Às 7h já estava um calor horrível e já só queríamos que o tempo passasse rápido. Andámos a passear a pé e fomos ao Campanário ver a vista. Depressa percebemos que o passeio não ia durar muito mais.
Acabámos por ficar apenas uma manhã em trânsito: estávamos exaustos e além disso, deixar as mochilas no armazém de bagagem da estação dos comboios não é propriamente barato, antes pelo contrário. E andar com as mochilas às costas NÃO ERA opção.

E ir à casa de banho da Estação? “Queres fazer chichi? Paga 80 cêntimos!”
Põem-se as moedinhas na ranhura e a portinhola (do estilo das portinholas do metro) abre-se. Se não tiveres trocos, há uma máquina que troca, ao lado das portinhas. Na última vez que estive em VNZ ainda não havia este sistema. Fiquei
um bocado irritada, sinceramente.
Ao meio dia já estávamos completamente de rastos. E por incrível que pareça, ficámos até à hora da partida na estação, a comer Calipos e a beber água. Já nem me lembro se comi sandes ou não. Já só queríamos entrar no comboio para Roma.
Vnz1
O melhor:
- a beleza intemporal de Veneza
O pior:
-o cansaço

7 de Agosto – Budapeste

Tirámos este dia para descansar da correria dos passeios diurnos (e da noitada do dia anterior). Acordámos mais tarde e fomos passar a manhã nas Termas de Géllert.
A entrada custava cerca de 12 euros e dava direito à piscina interior, aos banhos termais masculinos/ femininos e à piscina exterior.
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Piscina interior das Termas
Como não tínhamos muito dinheiro connosco, não alugámos toalha. Fomos tomar um banho de sol e secámos nas espreguiçadeiras da piscina exterior. Foi muito bom!
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Piscina exterior
Quando chegámos a casa, por volta das 13h, demos com o nosso amigo ainda em pijama a tomar o pequeno-almoço: tinha-se baldado ao trabalho! Fui buscar o almoço ao rest. chinês do bairro e ainda deu para conversarmos mais um pouco. Arrumámos as mochilas e saímos todos – ele foi trabalhar e nós fomos apanhar o comboio em direcção a Veneza.
Gostei muitíssimo da companhia do Bruno em Budapeste e da companhia do Pedro em Praga. Sentimo-nos mais acompanhados e seguros. Calhou bem termos amigos nos sítios onde os habitantes são mais carrancudos.
O melhor:
- a simpatia e disponibilidade do nosso amigo. Encontrámos um lar fora de PT.
- o por do sol
- as termas
- a saida a noite
- as fumaças no cachimbo de água do Bruno. Nunca tinha experimentado e gostei.
- ter uma caminha fofinha e cheirosinha para dormir.
- os sitios que visitámos
- lavar a roupa e ficar com tudo limpinho de novo.
O pior:
- Abelhas
- Os húngaros. Maldispostos, desconfiados e teimosos. Não se esforçam para entender os turistas. Ainda não perceberam que já somos todos da UE.

6 de Agosto - Budapeste

Acordámos cedinho e pusemo-nos a caminho de Peste. (o nosso amigo mora em Buda)
Sempre a andar a pé, visitámos toda a cidade.
Gostámos sobretudo da visita guiada à Ópera, da Basílica de Santo Estevão, da Ponte Széchenyi, de passear na Andrassy Ut e claro, do Parlamento.
O por-do-sol e a luz em Budapeste foram duas surpresas com as quais não contávamos.
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Um bonito fim de tarde em Budapeste!
Jantámos os três numa tasca de comida kosher e depois fomos sair à noite, para o bairro judeu, em Buda.
Fomos a três bares, cada um melhor do que o outro.
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Budapeste