2 de novembro de 2008

Inferno

Disse a mim mesma que o ano 2008 seria o ano da mudança. E realmente tem sido. Uma das coisas em que decidi investir mais foi em programas culturais.
Há umas semanas comprei bilhetes para a temporada da CNB - Companhia Nacional de Bailado. Nesta sexta fui ver o Inferno, da Olga Roriz. Bem. Se algum dia estiverem a considerar a hipótese de ver este bailado, DESISTAM! Odiei. Foi a maior *%&#$%* que eu vi na minha vida. Nem tive coragem para aplaudir. Nunca tal me tinha acontecido antes.
inferno  olga roriz
Retirado de www.olgaroriz.com

31 de outubro de 2008

Conselhos Úteis || Interrail

O objectivo da nossa viagem prendia-se com ficar a conhecer os sítios, saber o que lá existe para depois, num passeio já mais descontraído, aprofundar os conhecimentos de cada cidade.
Avaliando a experiência já a uma certa distância temporal, vejo que a aproveitámos bem, mas também cometemos alguns erros. Ficam aqui certos conselhos:
-Não trocar dinheiro nas casas de câmbio, pois fica muito mais caro. Em vez disso, levantar directamente do multibanco/ATM.
-Levar sapatos MESMO confortáveis. Anda-se sempre mais do que se está à espera.
-Aproveitar os guias da cidade/ mapas gratuitos, disponíveis nos pontos de turismo de cada cidade.
-Comprar bilhetes/passes de transportes colectivos adequados à duração da estadia. Poupa-se muito dinheiro, sobretudo se derem para o metro e autocarro.
-Verificar a validade dos bilhetes/passes, para não apanhar multa.
-Nas cidades com mais afluência turística,reservar lugar no hostel com antecedência. Os que têm melhor relação preço/qualidade são os primeiros a lotar, sobrando só os mais caros.
-Levar molas da roupa e uma cordinha. Dá muito jeito.
- Sempre que se chega a uma cidade, ainda na estação de comboios, estudar os horários de partida para a próxima cidade. Poupa-se imenso tempo.
-Levar Toalhitas de bebé. Não é preciso explicar, pois não?
-Nos compartimentos dos comboios (aqueles cujas cadeiras se transformam em camas), se se quiser dormir descansado sem ninguém a chatear,dormir de cara tapada e fechar a porta do compartimento. Usei muito esta técnica ahaha
-Levar um caderno e fazer um diário de viagem. Podem incluir-se os bilhetes, fotografias, comentários das pessoas com quem se travou conhecimento...
-Ler blogs de outros interrailers e comparar as experiências.

17 de Agosto - Paris-Lisboa (último dia)

Neste dia, acordámos cedo e antes das 9 da manhã já estávamos à porta do hostel. Como havia obras no metro, tínhamos reservado transporte directo do albergue até ao Aeroporto (CDG), para garantir que chegávamos a tempo.
À hora marcada, veio buscar-nos um senhor com uma carrinha de 9 lugares. Era muito simpático. Pelo caminho, parou noutro hotel, onde entraram mais passageiros.
Chegámos ao CDG ainda com tempo para comer e descansar.
O voo atrasou um bocadinho, mas a viagem correu bem. Chegámos a Lisboa à hora do almoço.
O melhor:
-Todos os passeios que demos,lugares que visitámos e as pessoas que conhecemos
-Versailles, domínio da Maria Antonieta
-O dia na Disney e a visita ao Museu d'Orsay
-Tratar de tudo no Hostel : bilhete para a Disney, transporte para o aeroporto
O pior:
-O duche com temporizador
-A comida enlatada do mini-mercado do turco, perto do nosso hostel.

16 de Agosto - Paris penúltimo dia

No penúltimo dia desta aventura, reservámos a manhã para ver o Museu d’Orsay. Como não tínhamos muito tempo, optámos por deixar o Louvre para uma próxima visita. Gostámos muito de ver as obras dos impressionistas e uma exposição de fotografia que lá estava.
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Museu d' Orsay
De seguida fomos passear até Monmartre.
sacre coeur
Sacre Coeur
No regresso, comi um crepe com chocolate, que me soube muito bem :)

29 de outubro de 2008

15 de Agosto - Versailles

De manhã passeámos pela cidade, fomos ao Parc de la Villette e almoçámos no Mac mais próximo de lá. Depois eu queria ir visitar a livraria Shakespeare & Co, (http://www.shakespeareco.org/) situada na Rue de la Bucherie, nº 37. Tudo por causa do filme Before Sunset, do qual sou mega fã. (Sou uma daquelas pessoas que viram em 94 o Before Sunrise e depois ficaram à espera da sequela durante 9 longoooos anos). Foi um pouco difícil dar com o sítio (por causa do cansaço, talvez?) mas na verdade, fica mesmo perto da Notre Damme, literalmente no centro de Paris. (Km Zero) Fiquei muito contente, já em Viena tinha procurado visitar certos sítios onde o Before Sunrise tinha sido filmado. (E em Salzburgo, tínhamos visitado as locations do The Sound of Music)
Infelizmente, não pude ir ao Le Pure Café, pois não tínhamos muito tempo. Por causa das obras do Metro (havia um troço qualquer em obras) apanhámos um autocarro até à estação de partida do RER para irmos para Versailles.
Versailles… Um sonho.
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Estátuas junto a uma fonte
Mais uma vez, a par da importância histórica do monumento (Tratado de Versailles), um dos grandes motivos pelo qual tinha muita curiosidade em visitá-lo foi o facto de ter gostado muito do filme Marie Antoinette e da maneira como a Sofia C. captou a luz e toda a envolvência do Palácio e suas dependências.
À semelhança do que tinha acontecido no palácio Schonbrunn em Viena, o bilhete dava direito a visitar tudo, era válido para o dia todo e tinha um Audioguide em inglês incluído (com headphones), que nos facilitou bastante a visita.
A ópera estava fechada, por causa das obras de restauro. Tivemos pena de não poder visitá-la, mas julgo que irei voltar mais vezes a Paris e nessa altura poderei regressar a Versailles.
Gostei muitíssimo deste dia, o meu irmão também.
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Esta sou eu!
Ficámos até ao por do sol, sentados nas escadas junto à parte de trás do Palácio. Os últimos visitantes (cerca de 15) e alguns funcionários também estavam connosco, todos a contemplar aquele espectáculo.
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Sunset Versailles

No dia anterior o australiano giro tinha ido embora e o lugar dele foi ocupado por uma rapariga muitíssimo simpática, a Robyn, também australiana. Tínhamos gostado tanto dela, que combinámos sair com ela.
À noite, fomos passear com a Robyn. Passeámos em Pigalle, para ver o Moulin Rouge por fora. Fartámo-nos de rir com as fotos à porta das boites, eram todas mega pirosas dos anos 80.
Tirámos fotografias à Torre, que estava iluminada com luzes azuis, por causa da Presidência da UE e no início de cada hora, durante dez minutos, milhões de luzinhas acendiam e apagavam, fazendo com que a Torre parecesse uma árvore de Natal gigante. Um gasto de energia, mas… uma experiência que valeu a pena presenciar :)
Torre E. (noite)
A Torre Eiffel, toda iluminada

Voltámos para o Hostel e continuámos a falar um bom bocado até adormecermos.
Como o Hostel tinha recolher às 2h, quem quisesse sair, tinha de dormir fora do albergue, pois a partir desta hora, a porta fechava e só abria de manhã.
Nesta noite, o rapaz que estava no beliche da Robyn, dormiu noutro quarto, pois fizeram lá uma festa. Ele era brasileiro e chamava-se Marcos. Muito simpático também. Entusiasta de Monmartre, não se calava para irmos lá. Decidimos ir no dia seguinte, 16/Agosto.

28 de outubro de 2008

14 de Agosto - Paris

Depois de uma boa noite de sono, este dia foi para passearmos por toda a Cidade.
Passámos a manhã nas bichas para subir à Torre Eiffel. Decidimos subir a pé até ao segundo andar e só aí apanhar o elevador até ao cimo. Tive de me chatear duas vezes com pessoas que estavam a querer passar à nossa frente. “Ouça lá, desculpe. O que está aqui a fazer? O fim da bicha é naquela direcção.” Primeiro com umas tipas lá em baixo, e depois com um casal de italianos no segundo patamar. Os italianos ainda se fingiram de parvos, mas depois eu piquei os espanhóis que estavam à nossa frente, e eles fizeram todo o trabalho de os expulsar da bicha. Ahaha
Demorámos uma manhã inteira a chegar lá, mas quando se vê a vista… o Mundo pára.
Torre E.
A Torre Eiffel
paris2
Paris
paris1
Paris
Fiquei rendida e quero muito voltar a Paris!

13 de Agosto - A saída com o australiano

Chegámos ao Hostel e nada de australiano. "Raios, esqueceu-se". "Mas também... já é quase meia noite".
Olhei para o meu saco-cama e tinha lá um bilhete dele a explicar que tinha ido ter com um amigo e que ficava à espera que nós o contactássemos. "text message only". Tentámos e nada. Erro na ligação. "Olha, paciência. Fica para a próxima".
Como ainda não tínhamos jantado, fomos comprar alguma coisa. Entretanto e sem saber porquê, perdemo-nos e ainda andámos às voltas um bom bocado.
Quando chegámos, fomos logo para a cama. Escrevi um bilhete para o australiano e depois apagámos a luz. Passados 10 minutos, ele chega. "Ai meu Deus, que situação, não estou a dormir, vai pensar que estive à espera dele. Vou fingir que estou a dormir e pronto."
Ele nem sequer acendeu a luz. Preparou as coisas e meteu-se na cama. E eu acordadíssima.
O pior foi quando me começou a dar aquela vontade líquida de ir à casa de banho, mas não queria levantar-me, pois ele ainda estava acordado e eu tinha imensa vergonha de falar com ele... E ele era giro-giro-giro.
Mas chegou a uma altura que já não aguentei mais. Tive mesmo de ir lá. E mal me levantei da cama, ele começou logo a bichanar "Olá, tudo bem? Não apareceram! Li o teu bilhete quando cheguei há bocadinho!!"
Ele no "blablabla" e eu ali toda aflitinha. "Ah ah que engraçado. Pois. Olha, eu tenho de ir lá fora, mas se quiseres podemos falar mais um pouco. Não pode é ser aqui, pois está toda a gente a DORMIR!"
E depois ele foi ter comigo ao corredor e conversámos baixinho imenso tempo e ficámos todos apaixonadinhos um pelo outro. ahahahah. E acabou.

13 de Agosto - Disneyland Paris (DP)

Este dia ficou reservado para circular livremente na Disneyland Paris sem pensar nas horas.
Apanhámos o RER, um comboio suburbano que em 30 minutos nos pôs no nosso destino.
O que dizer sobre este dia?
Em primeiro lugar, foi bom termos reservado bilhete logo no hostel, porque foi só chegar e levantar o bilhete, numa caixa com menos pessoas na bicha. Se tiverem essa oportunidade, aproveitem, pois em agosto a afluência é muita e é uma chatice ficar à espera por causa do bilhete.
Embora o consideremos um luxo, o passeio até à DP é um programa muito giro para se fazer em família. Eu adorei ter ido com o meu irmão. Claro que as primeiras duas horas foram passadas a alternar exclamações "Oh! Olha para ali, que giro!!!" com reclamações "porque é que os pais nunca nos trouxeram cá quando eramos miudos?!" É que eles já lá tinham ido em 1992. Sozinhos.
Não vimos tudo, mas andámos em todas as montanhas russas e vimos o musical do Rei Leão. Andámos no barco do Mississipi, fomos à Casa Assombrada, e outros sítios mais.
Visitámos todas as atracções que tinhamos escolhido. Adorei este dia!
piratas das caraibas
Piratas das Caraíbas.Somos os dois morenaços da frente :)

12 de Agosto - Paris (tarde e noite)

À tarde, passeámos muito, fomos até aos Champs Elysées, vimos a Ópera de Garnier, o arco de La Defense e todas as zonas adjacentes.
Quando chegámos ao nosso quarto, estávamos bastante cansadinhos. Entrámos pé ante pé, estava tudo às escuras, mas depressa percebemos que já lá estava alguém.
O meu irmão ía à frente, falou logo com a pessoa, eu cheguei depois, já a luz estava acesa. Dei de caras com um rapaz louro de tronco nu deitado na cama do beliche ocupado. Ele era a pessoa que eu julgava ser a rapariga, por causa dos champôs e cremes para o cabelo. O rapaz da cama de cima não era conhecido dele.Ainda não tinha chegado.
O louraço era muito simpático, chamava-se James e era australiano. Ao princípio nem prestei atenção ao que ele estava a dizer, a noite até estava fria mas eu fiquei cheia de calor. ahahahah Ele era MESMO giro!!!
Falámos um grande bocado e depois ele disse para sairmos todos no dia seguinte à noite. Nós dissemos que íamos à Disneyland Paris, mas que dava para sairmos.
Apagámos a luz e dormimos.

12 de Agosto - Paris

Chegada a Paris às 9h da manhã. Tínhamos dormido muito bem, mas a verdade é que estávamos muito cansados. A primeira coisa que fizemos em Paris foi tirar a Carte Orange, um passe válido durante uma semana (do género cartão 7 colinas em Lisboa). Claro que, para isso, tive de ir tirar fotografias naquelas maquinetas com a cortininha, na estação.
O passe custou cerca de 11 euros e foi o melhor que podíamos ter feito, pois andámos imenso de transportes.
Chegámos ao Aloha Hostel, que ficava perto da estação de Metro Volontaires.
metro paris
Volontaires - Linha Verde
Tínhamos convencido a nossa mãe a reservar duas camas pela Net, porque depois da experiência em Viena tínhamos ficado um bocado escaldados com isso de “quando chegarmos logo se arranja alojamento.” Aventura, mas com riscos calculados!
O hostel era um prédio que ficava num bairro residencial, muito calmo e cheio de mercearias e lojinhas. A dona era sul-americana e era toda modernaça. A filha também era simpática e trabalhava lá.
Fizemos logo o check-in, pagámos mas só se podia subir para os quartos a partir das 17h. Ok. Eram 11h da manhã. Decidimos deixar as tralhas no quarto da bagagem (nem se conseguia entrar lá dentro, havia mochilas até à porta) e fomos fazer o reconhecimento do terreno. Ficámos num sítio espectacular, pois da estação de metro via-se a Torre Eiffel!!!
Nesse primeiro passeio não tirámos fotografias, pois as nossas caras estavam horrendas. Precisávamos de um banho e roupa lavada. Ainda resistimos umas horas na rua, mas depois regressámos à base. Ficámos a fazer tempo na recepção e a menina que lá estava deve ter tido pena de nós, pois deixou-nos subir muito mais cedo do que a hora regulamentar.
O nosso quarto ficava no terceiro e último piso. Havia 7 quartos nesse piso e um duche. (ai o duche - já aqui volto).
O nosso quarto tinha dois beliches, um dos quais já estava ocupado. Ao lado, um pequeno espelho e lavatório, para lavar os dentes. O meu irmão ficou com a cama de cima e eu com a que sobrou, a de baixo.

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O nosso beliche!!!


No outro beliche devia estar um casal. Serão namorados? Hum… O de cima é o rapaz. Cama desarrumada, toalha molhada em cima dos lençóis. Homem, de certeza. O de baixo deve ser o quê? A irmã? Deus queira que eles não sejam como os do hostel de Salzburgo (aqueles irmãos ingleses enjoados que não falavam com ninguém). Se calhar é a namorada. Só havia produtos para o cabelo. Vamos ver o que sai daqui… Resta esperar até que eles cheguem.
Tomámos banho no duche. Um cubículo sem janelas, em que o chuveiro era o cano da água e depois tinha um botãozinho (temporizador). Ok, já passámos por pior, vamos a isto. O temporizador estava marcado para 20 segundos. Os 40 segundos iniciais serviam p aquecer a água, para conseguirmos entrar no banho. Depois o resto era fácil. Carregar no botão de 20 em 20 segundos até acabar a higiene pessoal. Sempre com as havaianas calçadas, claro.
Depois de lavadinhos e perfumados, fomos passear.

11 de Agosto - Roma (Milão) Paris

Neste dia ficámos a descansar no hostel, ainda conseguimos despedir-nos do rapaz da recepção, que tinha sido impecável connosco. Quando chegou a altura, pusemos as malas às costas, apanhámos o Metro (o Hostel ficava mesmo ao lado da estação Bologna – linha Azul) em direcção a Termini.
metro roma
Mapa do Metro de Roma
Apanhámos um comboio em direcção a Milão. Chegámos lá à noite. Como o comboio para Paris partia passado uma hora, às 23h30, não pudemos passear em Milão.
Havia muitos imigrantes na estação, houve um marroquino entradote que meteu conversa connosco e ainda deu para nos distrairmos enquanto estávamos à espera.
Quando chegou a hora do embarque, eu e o meu irmão fomos a correr para o nosso vagão, para apanharmos os melhores lugares. Chegámos ao nosso compartimento e surpresa das surpresas: era m-i-n-ú-s-c-u-l-o! Entretanto, tinham chegado também os nossos companheiros de viagem, um francês lingrinhas da minha idade (entre os 25 e 30 anos) duas mulheres africanas e uma miudinha, que era neta de uma delas. Uma dúvida pairava nas nossas cabeças: onde estão as camas para esta gente toda? O francês, Christophe, era todo despachado e, lá montou as camas que faltavam, que eram os encostos de cabeça de quem ía sentado.
Ficámos então com uma espécie de wagon-lit que mais parecia um jazigo com beliches de três andares.

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O nosso vagão era igual a este. Saquei esta fotografia do site http://embudapeste.livejournal.com

Depois de chegarmos a um consenso em relação a quem ía ficar com as camas de cima e por aí fora, começamos a viagem ainda meio calados. Eu e o meu irmão nas camas de cima, o francês e uma das mulheres no meio e a outra mulher e a neta em baixo.

Mas depois as duas mulheres, que eram dos Camarões começaram a conversar e rapidamente ficámos todos a ouvir a conversa até que às tantas já estava tudo à gargalhada e a conversar alegremente. A mais divertida chamava-se Marcelle e estava de regresso a casa, nos arredores de Paris. Tinha ido a Nápoles e tinha feito “muitas compras, verdadeiras pechinchas, sapatos a um euro, queres ver?”, dizia ela para a amiga. E nós, francês lingrinhas incluído, com a cabeça de fora da cama a ouvir tudo, curiosos. “Não acreditas? Eu mostro-te!”, e pediu-me para eu lhe dar o saco cheio de tralha que estava aos meus pés. “Olha estes! Um euro!” e tudo de boca aberta a ouvir as histórias da Marcelle. Depois rendemo-nos ao cansaço e adormecemos profundamente. Só acordámos de manhã, já quase em Paris. Foi uma das melhores noites de sono deste interrail, acho que os solavancos do comboio me embalaram e não acordei uma única vez durante a noite. Foi maravilhoso.


20 de outubro de 2008

10 e 11 de Agosto - Roma

Amo Roma, a vida é bela em Roma, tudo é lindo em Roma!
...tudo, menos a multa que levámos por termos sido apanhados com bilhetes de autocarro fora de validade no autocarro para o Vaticano.
Tínhamos comprado na noite anterior aqueles bilhetes tipo cartão 7 colinas, válidos por 24 horas. O que nós não sabíamos é que as 24 horas se referiam a uma "jornada", ou seja, válido apenas durante o dia da compra. Não reparámos. Estávamos cansados, não lemos as letras minúsculas do bilhete, sei lá.
Quando já perto da paragem de destino a revisora nos pediu os bilhetes, não imaginávamos que íamos ser multados. Nem sequer desconfiávamos que o bilhete não estava válido. Fiquei furiosa. Havia mais pessoas nas mesmas condições que nós, turistas despistados.
Tudo para fora do autocarro. Lá lhe explicámos a situação, mostrámos bilhetes antigos: "Não foi de propósito!!", dissemos. Ela não quis saber. Respondeu que era a Lei e que agora estávamos em Itália, que não estávamos no nosso país. Maltratou-nos e a situação era tão estúpida que nos enervou completamente. "Quanto é a multa?"; "50 euros"; "O QUÊ???" "50 euros cada um, se faz favor". Bem. Ía-me dando uma coisa. Num interrail, 50 euros fazem muita falta. Reclamámos, barafustámos. Não servia de nada. Comecei a chorar. Resultou. "Okay, 25 euros a cada um." Bem, não nos safámos da multa, mas ao menos não fomos tão depenados.
Ficámos tão irritados que nesse dia já não fomos ao Museu do Vaticano. Andámos muito a pé e visitámos a cidade toda. Fiquei aborrecida por causa da revisora e por causa do calor, mas decidi que nenhum desses factores me iriam influenciar a estadia.
No dia seguinte seguimos viagem para Paris. O facto do hostel estar perto da Estação Termini ajudou imenso, pois com aquele calor, a tarefa de carregar às costas as mochilas não era fácil.
-Em Roma comprei uns ténis baratos e confortáveis pois já não aguentava as dores de pés.
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A maior parte das fotografias tem as nossas caras! Sobraram poucas só com a "paisagem".
O melhor:
Os ténis que comprei
Passear pela rua e encontrar sempre coisas bonitas para ver (já conhecia Roma)
O pior:
A multa e o calor

17 de outubro de 2008

8 de Agosto – Roma

Chegámos a Roma ao fim da tarde, já quase na hora de jantar. Demorámos imenso tempo a procurar o porto de turismo na Estação Ferroviária. Isto porque ninguém nos sabia indicar correctamente onde ficava o guichet, cada pessoa dizia o contrário do que a outra tinha dito anteriormente.
Lá descobrimos um Hostel na lista de pousadas da juventude que a menina do Guichet nos passou para as mãos, ligámos a reservar (não fosse alguém antecipar-se a nós) e apanhámos o Metro. O Metro de Roma é o degredo total. Parece as estações da linha Verde que ainda não foram recuperadas, mas elevadas à quinta potência. Cheira mal, pessoas feias, tudo podre, confuso, labiríntico e sem acessos para os deficientes. Pergunto-me a mim própria como não reparei nisso há uns anos, quando lá fui visitar as minhas amigas em Erasmus.
Chegámos ao Hostel e o rapaz que nos atendeu foi um porreiro, disse que ía fazer os possíveis para encher os outros quartos e que nos ía deixar aquele quarto sem ninguém. Acho que ele tinha um fraquinho por mim, porque na última noite em Roma, convidou-me para sair AHAHAH. Cumpriu o prometido e não tivemos ninguém a partilhar o quarto connosco durante a estadia inteira.
Nessa noite, mostrei Roma ao meu irmão.
Roma _ panteao
Panteão (fotografia tremida. Não tirámos mais!)
Estava um calorão, típico das noites de Agosto, como há muito não se vêem em Portugal.

15 de outubro de 2008

8 de Agosto – Veneza

A viagem para Veneza foi um bocado atribulada. Não havia compartimentos no comboio, o ar condicionado estava regulado para a temperatura mínima, a comida do bar acabou a meio da viagem e havia um passageiro que fumava de meia em meia hora (contada pelo relógio).
Fizemos várias paragens até chegarmos a Veneza. Como se pode ver no mapa, seguimos por Siofok, Dobova, Ljubljana, Villa Opicina até chegarmos a Veneza.

Escusado será dizer que em cada fronteira, entravam os revisores e os guardas, para verificarem os documentos dos passageiros. Abriam também os tectos falsos dos vagões, talvez para apanhar alguma situação de emigração ilegal.

BDPT - VNZ
Retirado do site http://www.interrailnet.com

Na verdade, a paragem em Veneza foi só para cortar a viagem até Roma. Mas já que ali estávamos, aproveitámos para rever os sítios já nossos conhecidos (em viagens anteriores).
Às 7h já estava um calor horrível e já só queríamos que o tempo passasse rápido. Andámos a passear a pé e fomos ao Campanário ver a vista. Depressa percebemos que o passeio não ia durar muito mais.
Acabámos por ficar apenas uma manhã em trânsito: estávamos exaustos e além disso, deixar as mochilas no armazém de bagagem da estação dos comboios não é propriamente barato, antes pelo contrário. E andar com as mochilas às costas NÃO ERA opção.

E ir à casa de banho da Estação? “Queres fazer chichi? Paga 80 cêntimos!”
Põem-se as moedinhas na ranhura e a portinhola (do estilo das portinholas do metro) abre-se. Se não tiveres trocos, há uma máquina que troca, ao lado das portinhas. Na última vez que estive em VNZ ainda não havia este sistema. Fiquei
um bocado irritada, sinceramente.
Ao meio dia já estávamos completamente de rastos. E por incrível que pareça, ficámos até à hora da partida na estação, a comer Calipos e a beber água. Já nem me lembro se comi sandes ou não. Já só queríamos entrar no comboio para Roma.
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O melhor:
- a beleza intemporal de Veneza
O pior:
-o cansaço

7 de Agosto – Budapeste

Tirámos este dia para descansar da correria dos passeios diurnos (e da noitada do dia anterior). Acordámos mais tarde e fomos passar a manhã nas Termas de Géllert.
A entrada custava cerca de 12 euros e dava direito à piscina interior, aos banhos termais masculinos/ femininos e à piscina exterior.
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Piscina interior das Termas
Como não tínhamos muito dinheiro connosco, não alugámos toalha. Fomos tomar um banho de sol e secámos nas espreguiçadeiras da piscina exterior. Foi muito bom!
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Piscina exterior
Quando chegámos a casa, por volta das 13h, demos com o nosso amigo ainda em pijama a tomar o pequeno-almoço: tinha-se baldado ao trabalho! Fui buscar o almoço ao rest. chinês do bairro e ainda deu para conversarmos mais um pouco. Arrumámos as mochilas e saímos todos – ele foi trabalhar e nós fomos apanhar o comboio em direcção a Veneza.
Gostei muitíssimo da companhia do Bruno em Budapeste e da companhia do Pedro em Praga. Sentimo-nos mais acompanhados e seguros. Calhou bem termos amigos nos sítios onde os habitantes são mais carrancudos.
O melhor:
- a simpatia e disponibilidade do nosso amigo. Encontrámos um lar fora de PT.
- o por do sol
- as termas
- a saida a noite
- as fumaças no cachimbo de água do Bruno. Nunca tinha experimentado e gostei.
- ter uma caminha fofinha e cheirosinha para dormir.
- os sitios que visitámos
- lavar a roupa e ficar com tudo limpinho de novo.
O pior:
- Abelhas
- Os húngaros. Maldispostos, desconfiados e teimosos. Não se esforçam para entender os turistas. Ainda não perceberam que já somos todos da UE.

6 de Agosto - Budapeste

Acordámos cedinho e pusemo-nos a caminho de Peste. (o nosso amigo mora em Buda)
Sempre a andar a pé, visitámos toda a cidade.
Gostámos sobretudo da visita guiada à Ópera, da Basílica de Santo Estevão, da Ponte Széchenyi, de passear na Andrassy Ut e claro, do Parlamento.
O por-do-sol e a luz em Budapeste foram duas surpresas com as quais não contávamos.
budapeste
Um bonito fim de tarde em Budapeste!
Jantámos os três numa tasca de comida kosher e depois fomos sair à noite, para o bairro judeu, em Buda.
Fomos a três bares, cada um melhor do que o outro.
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Budapeste

5 de Agosto – Budapeste

Como entrámos em parafuso quando chegámos a Viena, decidi ligar nesse dia ao meu amigo Bruno, que nos esperava em Budapeste. A nossa estadia na casa dele estava prevista para dias 7 e 8, mas antecipámo-la. Ele foi muito simpático e compreendeu o nosso problema.
Sugeriu que apanhássemos o comboio das 19h, para que a hora de chegada a Budapeste lhe permitisse ir buscar-nos à estação.
E assim foi: A viagem correu bem, estávamos ansiosos por chegar la, mas no fim de contas, depois de vermos Viena naquela tarde, ficámos com pena de a deixar tão pouco explorada.
O Bruno foi mesmo um anfitrião muito prestável, veio buscar-nos à estação, fomos todos de autocarro até à casa dele, onde nos fez o jantar e nos indicou o sítio onde íamos dormir (caminha feita e tudo!)
Dormimos como uns bebés :)

14 de outubro de 2008

5 de Agosto – Viena

Gastámos a manhã na visita ao Palácio de Schönbrunn. A tarde ficou reservada para ver a cidade. Vimos tudo! Gostámos muito de Viena, mas não ficámos mais tempo porque as condições de alojamento não eram as melhores.
Havemos de lá voltar um dia.
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O melhor:
-Schönbrunn, sem dúvida!
A relva dos jardins milimetricamente aparada. Dava vontade de rebolar.
As flores.
A Sala dos Milhões.
-Apesar de racistas nojentos, dou a mão à palmatória. Os austríacos são pessoas civilizadas. Mesmo que estejam numa rua sem trânsito, só atravessam para o outro lado se for na passadeira e com o semáforo na luz verde para os peões. (Fizemos uma figura de selvagens a atravessar com vermelho).
O pior:
-A chegada a Viena.
-Abelhas, para variar.
-A mania das bicicletas. Ía sendo atropelada mil vezes na Áustria por ciclistas tarados da velocidade.
A mania de tocarem as campaínhas das bicicletas, mesmo que estejam a 10 km de distância.
-O metro. Leeeeento...

4 de Agosto – Viena

Depois de uma viagem relativamente rápida, chegámos a Viena às 18h30.
Esta era a única cidade cujo mapa não estava totalmente claro nas nossas cabeças. (Antes da viagem, ainda em Lx, planeámos minimamente os nossos dias, para que não houvesse conflitos de interesses nem perda de tempo, em relação aos sítios a visitar). Para além disso, o facto de estar tudo em Alemão não ajudava nada (o meu irmão sabe o básico de alemão, mas não se lembra de metade das coisas. Eu só sei os palavrões).
Como tínhamos tido aquela sorte monumental em Slzb com o hostel, julgámos que íamos conseguir alojamento em três tempos…afinal, Viena é uma cidade muito maior! ERRADO.Não havia nada. NADA!!!
Gastei o saldo todo a ligar para todos os albergues possíveis e imaginários; o único sítio que encontrámos foi UMA cama num quarto (com mais duas pessoas) de uma república universitária. Ao que parece, durante os meses de verão, eles alugam os quartos a turistas, transformando a Rep. num hostel.
Demorámos imenso tempo a encontrar o raio do hostel, cerca de duas horas e meia, sempre com a mochila às costas.
O nome dizia tudo : álibi hostel. “Alibi?? Oh meu Deus. Não vamos sair daqui vivos”.
Os nossos roomates eram ingleses, um boémio e o outro, motoqueiro. Só havia uma chave por quarto e estava presa a um porta-chaves muito sui generis: uma ratazana de peluche. Bem, a partir daqui, já esperávamos tudo de Viena.
hostel em viena
O porta-chaves do nosso quarto em Viena - MEDOOOO
Jantámos um cachorro quente mal-amanhado numa roulotte lá ao pé e dormimos um bocado espremidos na cama de solteiro. Os meus pés ao lado da cabeça do meu irmão e os pés dele (ARRRRGHHH) ao lado da minha cabeça.
O nosso quarto ficava no 5º andar à frente da cozinha do hostel, que era simultaneamente a sala de convívio. Não é preciso dizer mais nada, pois não?

13 de outubro de 2008

3 e 4 Agosto - SALZBURGO

3 de Agosto:Praga-Salzburg.
Depois de um primeiro dia de viagem muito preenchido em Praga,dormimos bem descansados e por volta das 6 da manhã, apanhámos o combóio em direcção a Salzburgo. Na realidade, tivemos de fazer um transbordo em Linz. Na viagem Linz- Salzburgo, conhecemos o Matthias, um austríaco bem simpático.
Chegámos a Slzb a hora do almoço. Procurámos um hostel (que por sinal, foi o melhor hostel da viagem inteira) e passeámos pela cidade.
Vimos tudo nesse dia. Salzburg é a cidade-sonho, tudo foi perfeito aqui.

4 de Agosto: Original Sound of Music Tour.

Em Lisboa, quando planeei a viagem, encontrei uma empresa que faz um tour pelos sítios onde a Música no Coração foi filmada.
Por sorte, o nosso hostel ficava quase ao lado do meeting point da excursão. De manhã, foi só acordar, comer o pequeno-almoço (levar um lanchinho para a tarde feito com as coisas do buffet) e seguir para a Mirabell Platz (meeting point).
Pagámos cerca de 37 euros cada um, mas valeu cada cêntimo. Vimos os sítios quase todos, incluindo:
Mirabell Gardens
Leopoldskron Castle
Hellbrunn Castle
Nonnberg Abbey
St.Gilgen and Lake Wolfgang
Wedding Church Mondsee
Foi muitíssimo engraçado, porque havia pessoas de todas as idades no autocarro da excursão e toda a gente sabia as letras de cor (o guia punha a banda sonora do filme a tocar). Houve paragens em cada location, por isso deu para tirar umas quantas fotografias.
O melhor:
Tudo.
O pior:
As abelhas.
salzb1
À tarde apanhamos comboio para viena. (Chegada a Viena às 18h30 de 4/Agosto).

INTERRAIL

Estando a trabalhar há uns meses num escritório novo, julgava que não ía ter direito a férias, mas os meus chefes lá me deram essa benesse. Férias em Agosto, duas semanas, inteiramente gastas na grande aventura com o meu irmão.
Muitos km ficam na memória, que não hão-de ser esquecidos, pois registei tudo num pequeno bloco moleskine e fiz um álbum com fotografias, bilhetes, pequenos comentarios :)
Lisboa – Praga – Salzburgo – Viena – Budapeste – Veneza – Roma – Paris
2 de Agosto: (Lisboa)- PRAGA
Neste dia, estava muito vento em Lisboa, por isso comecei logo a viagem cheia de rinite alérgica, que piorou com o ar condicionado do avião. O voo também atrasou duas horas, por isso chegamos mais tarde do que o previsto a Praga. (Na realidade, isso até representou uma vantagem, mas o que custou foi estarmos à espera no aeroporto. Os bancos não são confortáveis, há correntes de ar e as lojas estavam fechadas).
Aterrámos às 7h da manhã no aeroporto Prague Ruzyne e fomos ter com o meu amigo Pedro, que nos esperava na casa dele. O aeroporto fica a cerca de 10 km da cidade, por isso tivemos de apanhar um autocarro, o metro e um tram até lá chegarmos. Depois de olharmos bem para o mapa, verificámos que a casa do Pedro ficava apenas a 10 minutos do centro da cidade.
Fomos calorosamente recebidos pelo meu amigo, que ainda estava a recuperar da noitada que tinha feito. Como não tínhamos conseguido dormir nada no avião por causa da turbulência, ainda ponderámos a hipótese de ficarmos a dormir um pouco, antes de começarmos a visitar Praga, mas depois achámos que seria desperdiçar uma manhã.
Arrumámos a bagagem num cantinho do quarto, seleccionámos o que queríamos levar nas mochilas mais pequenas e pusemo-nos a caminho.
Visitámos a cidade toda, sempre a andar a pé. O tempo ajudou muitíssimo, pois apesar de abafado, estava nublado, com alguns aguaceiros miudinhos e breves, o que de vez em quando sabia bem, pois refrescava-nos.

Praga
Praga
O melhor:
-O reencontro com o Pedro, sempre atencioso e bem disposto.
-O Castelo de Praga – Tínhamos ido a pé. Quando Chegámos a meio do caminho, começou a cair uma chuvada. Abrigámo-nos debaixo de um telhado de uma igreja a meio caminho e ficámos à espera que o tempo melhorasse. Vi muitos esquilos a saltar nos ramos das árvores e confesso que fiquei aliviada por sair daquele bosque, pois o cenário, apesar de muito bonito, era tenebroso: Nuvens cinzentas, um bosque cerrado e ao longe, os pináculos das várias torres das igrejas de Praga. Uma experiência única e inesquecível!
-O Mucha Museum - Cheio de desenhos lindos lindos lindos. Amei!
Charles Bridge
-Praça Velha e Astronomical Clock
-Lennon Wall – Descobrir o muro e escrever uma mensagem de paz.
Lennon Wall com turistas
Turistas (não, aquela não sou eu)
O pior:
-Ter trocado dinheiro logo no aeroporto, perdemos cerca de 20 euros só em comissões. Um erro típico de quem não tem ainda experiência nestas coisas de viagens para fora do espaço Euro.
-A má disposição dos checos. São muito mal-encarados.
-As abelhas. Detestamos abelhas e havia muitas a voar pela cidade.

praga é linda!

26 de novembro de 2007

You Are Elmo
Sweet and innocent, you expect everyone to adore you. And they usually do!
You are usually feeling: Talkative. You've got tons of stories to tell. And when you aren't talking, you're laughing.
You are famous for: Being popular, though no one knows why. Middle aged women especially like you.
How you life your life: With an open heart. "Elmo loves you!"
<"a href= href=">The'>http://www.blogthings.com/thesesamestreetpersonalityquiz/">The Sesame Street Personality Quiz

4 de fevereiro de 2007

Update

Queridíssimos leitores, peço desculpa por esta (grande) ausência. A minha vida neste momento está um pouco (para não dizer totalmente) caótica e não tenho sentido vontade nenhuma de partilhar as minhas desgraças convosco :)
Bem, mas fazendo um curto update, digamos que, por opçao própria, estou a organizar-me.. quer no campo profissional (tem sido bastante dificil encontrar trabalho na minha área) como no campo sentimental.
E, aproveitando esta deixa, digo-vos, rapazes de todo o Mundo,que se quiserem conquistar uma rapariga, têm de saber certas coisas..e são elas:
-saber dizer graçolas (quem nao sabe fazer rir uma mulher, está condenado.)
-saber dançar (dançar a dois!!)
-saber escrever cartas de amor com piada SEM ERROS ORTOGRAFICOS (arrrgh nao ha nada mais turn off do que erros numa carta de amor.)
-ter sempre um plano B ..isto aplica-se a TODAS as situaçoes. Homem que é homem tem sempre uma soluçao para tudo :)
-unhas curtas e limpas, cabelo bem cheiroso e todos os bons resultados de uma higiene pessoal cuidada (este ponto é fundamental.Homem bem cheiroso, homem gostoso--->fui eu que inventei ahah)
-ter alguma cultura geral. Não há nada pior do que um tipo que não tenha conversa. Pelo menos na minha perspectiva.
-saber dar prazer a uma mulher. Mesmo q seja um pouco zarolho e falhe a pontaria, tem que ser persistente suficiente para "acertar os ponteiros". Mesmo que tenha de recorrer a um qualquer plano B. LOL
Hmmm, penso que não me esqueço de nada. Julgo que estas são as condiçoes essenciais para qualquer rapaz fazer boa figura diante de uma miúda. Ah, e a ordem não importa, são todas importantes :)
Boas conquistas!

11 de dezembro de 2006

Este blog está um bocadinho encalhado..

...mas a partir de agora, juro que vou contrariar esta tendência.
o meu blog parece este barco- esta mesmo encalhado.
Gostam desta foto? Fui eu que tirei :)
Tenho procurado dedicar-me à fotografia; apesar de não ter lá grande queda para isto, espero evoluir com alguma prática e paciência.
Mais coisas têm acontecido durante esta minha ausência bloguística. Mas tudo a seu tempo. Tem que ser aos episódios, senão perde a piada!

11 de outubro de 2006

A vida é matemática

Pensamento do dia:
Conhece bem os números antes de fazeres a conta.